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Sábado, Dezembro 29, 2007
Sexta-feira, Dezembro 28, 2007
Posted
11:09 AM
by JOELI PIMENTEL
Pausa para recarregar as baterias, sol, água e muita música.
Vida de casado nas férias é melhor, a gente pode namorar, rir, curtir um ao outro.
Ops! É me casei. Caramba quanta coisa aconteceu neste ano.
Eu amo a minha namorada, agora esposa mulher Dany. Morar juntos tá sendo um grande prazer.
Ela é uma mulher guerreira, como eu, ela não desiste ao menor sinal de fracasso ou pelo desanimo dos outros.
Juntos transformamos nosso caminho e contaminamos a todos com nosso mundo anárquico punk.
Fico olhando ela dormindo e fico feliz por nós termos nos encontrados nessa jornada.
E que férias merecidas estão sendo estas.
Ficar com mais idade é adquir sabedoria, e acho que estou um pouco mais sábio em relação a maneira como as coisas são.
Para os outro só posso dizer...
Cada um segue o seu destino seja lá qual ele for. A vida é para os teimosos.
TE AMO Dany, viver do seu lado nesses cinco anos está sendo os melhores dias de minha louca existência.
Quinta-feira, Dezembro 20, 2007
Posted
9:33 PM
by JOELI PIMENTEL
Tenho poucos amigos, digo amigo mesmo, e um deles sofreu um acidente gravíssimo.
O Luis, Nego para os amigos chegados, foi atropelado em Curitiba PR e o assassino fugiu sem prestar socorro a vitima.
Ele só foi encontrado três horas depois, tá em coma a situação dele é bem grave, se o filho da puta que atropelou
ele fosse homem não um cuzão e tivesse prestado socorro talvez o estado dele seria outro.
O Nego é daqueles amigos insubistituíveis, amigão mesmo.
Ele vai sair dessa.
Sábado, Dezembro 15, 2007
Posted
11:41 AM
by JOELI PIMENTEL
Ele tem o rosto cortado de unhas. Mas não é da gorda tetuda que está com ele agora, é da briga que teve com a sua ex-mulher dias atrás.
Ela enlouqueceu, ela sempre enlouquece, perde as estribeiras, quer ir para cama com todos os carinhas que vê,
tomou Red Bull misturado a uísque, deita debaixo dos carros, disse que tinha insônias, não sonhava a muito e quando sonhava era recorrente,
um velho gordo chupando-lhe as tetas. Tocou pedra nos policias, os tiras pediram que ele a levasse para casa senão...
Ordem publica algo nesse sentido, foi o que disseram. Ela vive pintando os cabelos: vermelhos, castanho, caju ontem, loiro anteontem.
Sacode a puta gorda que ronca deitada na sua cama. Ela solta um sonoro peido de bom dia.
Ele dá uns tapa na mulher e manda ela embora. Ela não quer ir sem antes receber o dinheiro do programa.
Ele não quer pagar, diz que foi ela quem quis, que ficou se oferecendo no meio da rua, quem mandou ela ficar
mostrando a buceta pra ele, ela que quis colar na dele... Ela começa a fazer escândalo, a gritar no corredor do
prédio, chama ele de veado de homem sem palavra. Que homem que não tem palavra... Ele joga uma nota de
dez reais na fuça dela, e diz que ela não passa de uma vaca, cadela de quinta...
la grita que não é lixo que merece mais pelo serviço. Ele a cala com uma nota de cinqüenta.
Nunca mais vou comer uma puta dessas. – pensa enquanto deixa a puta gorda ir embora.
Ele vê que tá com cinzas de cigarro grudados na sola dos pés – limpa no lençol. Nota o mofo de pilhas
e pilhas de livros, papel higiênico de porra espalhada pelo chão, tira à cueca manchada de bosta, roupa
de semanas sujas no canto, meia rasgada nos calcanhares, botina com cocô de cachorro na sola.
Ele tem um cachorro. Sempre esquece de levar o cachorro pra passear, de deixar alguma vasilha com
areia pro bicho cagar. Só que ele não tem o menor trato com animais. Cachorro não caga em prato de areia.
Cachorro não é gato. O vira latas era da sua ex-mulher que foi embora e deixou o infeliz pra trás pra ele cuidar.
Ela viciou o cão em craque, ela morreu dias atrás, só que ele não sabe, nenhum parente reclamou o corpo, então
foi arrematado por estudantes de medicina, que fizeram uma vaquinha para comprá-la do legista.
O bicho não lati nunca, nem mesmo se coça feito um da espécie. Você só desconfia que ele é cachorro por não gostar de gatos.
Dimi abre a porta, boceja bafo de buceta misturada a pingaiada da noite anterior. Cuca pesada, arrependimento...
Chupou a xota daquela vagabunda, a tratou feito mulher decente. Mija fora do vaso da privada.
O pau não ajuda, tá duro demais. Senta no vazo e mija que nem uma mulher. Molha a bunda na própria urina.
Ele abre as janelas, bola um e fuma sacando a paisagem.
Que merda hoje só é segunda feira ainda, a semana mal começou. Pega o jornal pra ler:
Ele matou a mãe, os irmãos, os avós, só não matou o pai porque esse já tava morto. – atira o jornal fora pela janela e volta para a cama.
Quarta-feira, Dezembro 05, 2007
Posted
3:37 PM
by JOELI PIMENTEL
Cara não é que já estamos na penultima semana da peça Mother Fucker -O começo de uma banda de rock and roll da Cia Desencontrários.
Hoje á noite ás 21h e amanhã tem também. Procure pelo indereço ai pra baixo que deve ter.
Terça-feira, Dezembro 04, 2007
Posted
11:53 AM
by JOELI PIMENTEL
Entrevista para o site Dica de Teatro que reproduzo ai embaixo para quem quiser ler.
Entrevista com Joeli Pimentel da peça:" Mother Fucker - O começo de uma banda de rock and roll "
COMO FOI A ESCOLHA DO TEXTO?
Eu escrevo e dirijo os textos da Cia. Desencontrários da qual sou fundador; deve ser meu décimo texto pra teatro.
Sempre quis falar de música, ainda mais de uma banda de rock and roll. Quem nunca quis ser de uma banda ou ter uma?
Eu queria muito tocar em uma banda de rock. Mas não toco nada. Foi ai que tive a idéia em novembro de 2006 de escrever uma comédia sobre o tema.
Imaginei uma banda em que ninguém soubesse tocar ou cantar - bem ao estilo "faça você mesmo" do punk rock dos anos 70, quando surgiram várias bandas
que tocavam dois ou três acordes no máximo. Depois o desafio aumentou... Como colocar em cena quatro personagens representando épocas diferentes
(anos 60, 70, 80 e 90) tanto no comportamento como no estilo de se vestir e ainda seu gosto musical?
Essa salada de estilos deu um bom caldo retrô ainda mais hoje em dia que as modas passadas estão voltando.
PORQUE O NOME DA CIA?
O nome surgiu de um poema de um livro do poeta paranaense Paulo Leminski.
Mais que contrário significava Desencontrários que é uma palavra inventada, mas que compreensiva e de fácil entendimento.
Os componentes do núcleo da Cia. são Danielli Avila, e eu, Joeli Pimentel (mas trabalhamos sempre com atores convidados).
Somos bem diferentes um do outro, esse nome tinha tudo haver com a gente. Não nos encaixamos no padrão pré-estabelecido da sociedade.
Nem queremos ser politicamente corretos.
FALE SOBRE ESSA PARTE DO GRUPO DE SEMPRE PENSAR NOVAS PROPOSTAS.
Os temas de alguns espetáculos são meio que ditados pelos acontecimentos da época em que foram escritos e
outros tem uma proposta, ás vezes, mas de pesquisas estéticas e filosóficas por exemplo. Mas o que me motiva
quase sempre é a indignação a revolta contra um sistema falido e hipócrita onde vivemos uma democracia burra.
FALE UM POUCO MAIS SOBRE A PEÇA
Mother Fucker - O começo de uma banda de Rock and Roll mostra através dos personagens que
as pessoas podem sim fazer alguma coisa pelo seu país e por eles mesmos. A peça coloca pessoas a margem da sociedade
que um dia resolvem mudar o rumo de suas vidas construindo um novo caminho para elas. A peça prega e eu autor acredito que sim
podemos transformar e porque não dizer que podemos mudar o mundo. Basta uma pessoa fazer com que a água sai da bacia.
A peça é uma comédia pop, tem romance, drama, rock, protesto, cenas sensuais e momentos poéticos também.
O movimento é à base de pesquisa desse espetáculo. O cenário, a trilha sonora, a luz e principalmente os atores
se movimentam o tempo todo em cena. É uma peça para encher os olhos, os ouvidos e o coração de quem for ao teatro nos ver.
Joeli Pimentel
Autor/diretor/ator
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